XLII. TEXTO DO DIA


LEI DE ORDEM

Disciplina imposta não é disciplina, mas sim castigo.

O fato do Ser Humano saber que as virtudes crescem com ele, exige do mesmo concluir que se pouco as exercita, então ele ainda é uma pessoa tola, infantil e medíocre; se habitualmente as exercita, então ele é uma pessoa que tem bom senso, é racional e sensata, mas se ele e elas são um só, então ele é uma pessoa sábia.
É factualmente perceptível que as virtudes primam pela amizade entre elas, porquanto uma equilibra a outra, com o fim de não deixar que, no ser manifeste o mal, ou seja, que ele perca o equilíbrio dinâmico, por conseguinte deixa de viver no paraíso real.
Os Seres Humanos, enquanto pouco inteligentes, não raro não têm, logo, pouco conhecem virtudes, por isso criticam, acusam, julgam, condenam e castigam arbitrariamente o seu semelhante.

Uma das Leis Naturais que muito nos ajuda a compreender o processo da virtuosidade do Ser Humano é a Lei de Ordem. Ela nos ensina, indicando, que somente aqueles que já sabem administrar o inevitável ciclo de estabilidade e caos em si mesmo, vive da ordem que o favorece viver da paz de espírito que tanto almeja-se. E, por outro lado, ela nos orienta que se buscar sentir e pensar, para agir seguindo o método preciso pela ordem dos fatos, então cientifica-se do quanto é ou não possível realizar. Pois bem, quanto a nossa virtuosidade, já sabemos, ou construímos a ordem ou construiremos o caos.
Esta mesma Lei Natural nos evidencia, ainda, que ordem que se sente, mas não conhece, pode e deve ser percebida com o princípio da incerteza.
Assim, uma vez que quando a ordem se divide o caos aparece, e só quando compreendido a ordem se restabelece, deve o Ser Humano buscar autoconhecer-se para não viver dividido, afinal enquanto não partimos do exterior para o interior, com o fim de descobri-lo, o nosso interior parte para o nosso exterior e vive a afetá-lo.
Salvador, 18 de agosto de 1997.


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Nota

XLII. PARÁBOLA DO DIA


QUEM SE ENTREGA A DEUS, AO MODO DESTE, TÃO LOGO VÊ-LO FAZER O RESTO

Pai Nosso, que És e Estás nos céus. Cheio de Graça…
Salmodiava o Iluminado a Deus e ouviu d’Este, de forma idêntica:
Sim filho, gostei de ver você crescer comigo. O que deseja?

Nada, Pai, mas nunca me dirigi a Ser algum, assim como Lhe falo.

Deus apontou:
E eu nunca falei com Ser algum, assim como lhe falo, filho. Nada mais desejas?

O Iluminado considerou:
Exatamente como eu disse, Pai, já não posso mais deixar de ser o que Sou!

Deus indagou:
O que você sugere?

O Iluminado respondeu:
Identidade.

Deus consumou:
Então! Sede comigo.

O Iluminado também:
Eu Sou, Pai.